6ª
feira 10/5: Dia da Libertação de Jerusalém, estabelecido
pelo Rabinato Central de Israel como dia de festa e agradecimento a D’us pelos
milagres realizados durante a Guerra dos Seis Dias.
A
Comunidade Bnei Akiva convida o público a festejar esta data na 5ª
feira à noite – 09/05, com uma tefilá de agradecimento e uma
festa comemorativa.
QUAL
A BENÇÃO QUE SE OCULTA POR TRÁS DE UMA MALDIÇÃO?
Pesar
e dor enchem nossos corações ao lermos as profecias sobre a
destruição e as calamidades que advirão ao povo judeu.
Lemos esta admoestação num tom de voz baixo e triste,
lembrando-nos do sofrimento e das aflições pelos quais passamos: a
destruição da terra e da nação, epidemias e doenças,
fome e pogroms, Inquisição e Holocausto. A Torá advertiu o
povo judeu que tais desgraças ocorreriam se não trilhássemos
o caminho da Torá e das mitsvót. Não acatamos as advertências
e as calamidades acabaram se concretizando.
Em
meio a estas tristes histórias, avistamos um raio de luz. Há um
versículo que incentiva e dá alento ao nosso espírito
abatido. Depois da descrição do cerco e da fome, da destruição
e da devastação da terra e do santuário, Hakadosh
Baruch Hu nos promete: “E Eu devastarei a terra, e se espantarão
disso os vossos inimigos que habitarem nela” (Levítico, 26:32). A terra
não ficará assolada somente para nós. Também os
gentios que nela quiserem se estabelecer não conseguirão colonizá-la.
Se refletirmos por um momento, veremos quão importante é esta
promessa. Por trás da maldição oculta-se a única
esperança de salvação do Judaísmo, de fazê-lo
retornar ao seu nacionalismo e ao seu devido lugar. Segundo o processo natural,
toda terra deserta é repovoada por novos habitantes. Após algumas
gerações, os novos habitantes se fortalecem e criam uma nova nação
florescente. A partir deste momento, toda esperança do antigo povo, de
retomar o poder, é praticamente nula.
Nos
lembramos muito bem das histórias sobre os primeiros halutzim (pioneiros)
que imigraram para Israel, há cerca de cem anos. Tiveram que secar pântanos,
estabelecer-se em lugares desertos, viver numa terra sem fontes de sustento.
Isso é deveras surpreendente: No período do Segundo Templo, Eretz
Israel era uma nação próspera, com abundantes áreas
cultivadas, na qual milhões de habitantes viviam com conforto econômico.
Mesmo nos dias atuais, com a ajuda de D’us, vemos que o país é
capaz de absorver com sucesso milhões de habitantes. Por que razão,
durante todos os anos de exílio, nenhum outro povo se estabeleceu em
Israel? Como se permitiu que a terra fosse destruída, tornando-se deserta
e repleta de pântanos e doenças?
Assim
disse o Ramban (Nachmânides): “O que aqui nos é dito ‘e se
espantarão disso os vossos inimigos’, é na realidade, uma bênção
para o povo judeu em todos os exílios e significa que nossa terra
se recusa a aceitar sobre si nossos inimigos. Esta é uma grande evidência
e também uma promessa para nós, pois não se encontrará
nenhuma outra terra boa e extensa, que era habitada por uma população
tão grande e que (hoje) esteja tão destruída. Pois desde
que a deixamos, recusou-se a aceitar qualquer outra nação e língua,
e todos tentam nela fincar raízes, sem que isto esteja no poder de suas mãos”.
É
surpreendente descobrir como essa promessa é forte. O próprio
Ramban, ao imigrar para Israel, escreveu aos seus familiares sobre a terrível
destruição que avistou. “Tudo o que foi santificado está
devastado”.
Peregrinos
não-judeus que passaram por Israel durante os anos do exílio do
povo judeu, relataram suas experiências. Sir John William Dawson, que
esteve em Israel em 1888, escreveu: “Até os dias de hoje, nenhuma nação
conseguiu estabelecer-se enquanto nação na Palestina. Nenhuma união
nacional, ou espírito nacional, conseguiu ali prevalecer. As tribos
diversificadas e empobrecidas que a ocuparam nada mais eram que arrendatários,
proprietários de terra temporários, que, evidentemente, aguardam
por aqueles aos quais o direito permanente de posse da terra foi conferido (os
judeus)”.
O
conhecido escritor Mark Twain (autor de Huckleberry
Finn) visitou Israel em 1867 e escreveu: “Uma terra deserta, cujo solo
é extremamente fértil. Mas, está repleta de cardos e
espinhos, um espaço silencioso e triste. Existe aqui uma desolação
que nem mesmo a imaginação é capaz de adornar com o
esplendor da vida e da ação. Chegamos ao Monte Tabor em segurança
... Não vimos sequer um ser humano durante todo o percurso... Quase não
vimos árvores ou arbustos... Até a oliveira e o cacto, aqueles
companheiros constantes de um solo sem valor, pareciam ter abandonado a terra...
A Palestina está de luto, sobre ela paira o feitiço de uma maldição.
Secou os seus campos e acorrentou suas energias. A Palestina está
desolada e destituída de beleza. A Palestina já não mais
pertence a este mundo de criação”.
Depois
de milhares de anos durante os quais Eretz Israel não concedeu os seus
frutos a nenhum povo, seus filhos a ela retornaram. E vejam o milagre – a
terra voltou a ser fértil e a florescer! De repente, surgiram colônias
e kibutzim, campos e vinhedos. A terra foi fiel aos seus verdadeiros donos,
recusando todo outro povo que nela tentou se estabelecer, retomando sua
juventude e alegria somente devido ao retorno dos seus filhos. À semelhança
de uma bela mulher, cujo esposo é prisioneiro num país distante.
Muitos tentaram convencê-la a perder as esperanças, não mais
aguardar por ele e contrair matrimônio. Ela, porém, enfeiou-se
diante de todos, voltando a revelar sua beleza somente depois de muitos anos,
quando seu esposo retornou.
Muitos
questionam se o processo sionista atual constitui realmente o início da
terceira redenção do povo judeu. No Tratado Sanhedrin (98) R. Aba
nos ensina a ver o sinal de reconhecimento disso. Quando a Terra de Israel der
novamente seus frutos, conforme nos prometeu o profeta: “E vós, montes
de Israel, produzireis para o meu povo de Israel os vossos ramos e os vossos
frutos, pois que ele há de voltar em breve” (Ezequiel, 36:) Rashy
isplica, que quando Eretz Israel dar frutas dela nos boas olhas, esse sinal mais
claro que o proceco de redencao comesou.
Shabat
Shalom e um feliz Yom Ierushalayim!